O casamento arranjado consiste na iniciativa de unir noivos que são escolhidos pelos pais, e não pelos próprios noivos. Na Europa do passado, os casamento arranjados eram muito comuns entre a realeza a fim de tratar negócios e manter o poder selando um acordo através de um casamento das partes interessadas. Embora as mudanças sociais tenham influenciado drasticamente as relações amorosas, tornando a prática do love marriage comum e natural na cultura ocidental, o casamento arranjo ainda persistente em muitas culturas, como exemplo a Indiana e a de alguns países do Oriente Médio.
No Japão, o casamento arranjado, ou Miai era muito comum, principalmente durante a era Meiji (1868-1914), onde os pais investigavam a vida dos futuros pretendentes para garantir um boa escolha.
O casamento em si vem sendo, atualmente, desacreditado por um grande número de pessoas. O amor, por sua vez, não. Amar e ser amado ainda é o sonho de muitos (quase todos talvez)!
O casamento nunca foi um sonho ou um plano na minha vida. Sempre sonhei com coisas que acreditava serem maiores que o casamento ou até mesmo o amor entre conjujes.
Quando conheci o Wataru passei a acreditar no casamento, porque consequentemente encontrei e acreditei no amor. A decisão de se casar ocorreu naturalmente, por parte dos dois. Entendi então que o casamento tem sua importancia: a celebração do amor. Por mais piegas que possa soar esta frase, ela possui seu sentido. Casar, no meu ponto de vista, não é cumprir um dever imposto por determinada sociedade, mas sim é o momento em que mostramos um para o outro, como amantes e como cumplices, que queremos que a sociedade saiba que nos amamos e que estamos juntos.
Casei-me com o Wataru no dia 19 de abril de 2010, ou, para os japoneses, 19 de abril de 22. Casei-me, entretanto, sem marido! Sim, todos estavam presentes: sogro, sogra, cunhado e tia do noivo, mas a noiva não tinha noivo. Além do fato do noivo não estar presente, o casamento foi realizado, é claro, em japonês, idioma o qual a noiva não domina!!! Casamento sem noivo e sem compreensão. Só fiquei sabendo que estava oficialmente casada quando, o noivo, mais tarde, ligou para me dar os parabéns. Hummmm? Como assim neh????? É, foi bem assim! Mas não tenho nada a reclamar... O noivo era o homem que eu escolhi, embora estivesse impossibilitado de comparecer no ato do casamento, e o idioma eu também escolhi, afinal decidi morar no Japão.
Considerando as circunstâncias do casamento arranjado e as do casamento sem noivo, devo dizer que estou muito feliz e satisfeita com a segunda opção!!!
Esta será mais uma boa história para contar pros filhos...
domingo, 25 de abril de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário